domingo, 14 de novembro de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Para onde vamos?
Senti neste momento uma enorme revolta dentro de mim. Porquê que haveremos pelos erros dos mais velhos? Porquê que criticam os jovens, se a educação é um simples eco e foram os mais velhos que nos mandaram vir para aqui?
Fiz uma breve pesquisa na internet, nesta ferramenta dos novos tempos e que tanto nos facilita a vida, mas que ao mesmo tempo pela resposta que nos dá tantos sentimentos nos cria.
O meu neste momento é de raiva, raiva por estar a viver algo que não participei, algo que não concordo e nos dá uma factura para pagar da qual não tive nada a ver.
Diz-nos o dicionário de português que raiva (sentimento) é um sentimento de protesto, insegurança, timidez e frustação, contra alguém ou alguma coisa que se exterioriza quando o ego se sente ferido ou ameaçado.
É este mesmo o sentimento...Temos uma tradição no Porto de entre muitas, o cortejo académico, quando comecei a subir a Avenida dos Aliados e olhei para todos os carros, cartolas e bengalas pensei...para onde vai toda esta gente trabalhar. 5 anos de estudo para quem nunca tenha interrompido e depois o que vemos?
Vemos desemprego, falta de empenho dos jovens no seu proprio futuro (talvez simbolo da falta de motivação), empresas a fechar e um ministro a dizer que vamos aumentar impostos com a maior convicção e sorriso do mundo como se as coisas fossem faceis, e depois?
Bem, esse é o melhor...assaltos, aumento do carjacking, assaltos a talhos e supermercados (bem Saramago escreveu "Ensaio sobre a Cegueira" que à pouco tempo passou para filme). Será que é o filme será um deja-vu do futuro? Mas o melhor são os administradores e responsavéis das empresas que não reconhecem o nosso trabalho, alguns deputados que acham que ganham mal, que as "ajudas de custo" não chegam para as despesas que têm, mas será que chegam para as que não têm.
E as pessoas que recebem apoio para trabalhar nos cafés e pegar e pousar o copo de finos no balcão? Um trabalho árduo para todos aqueles que não trabalham porque não lhe é dada uma oportunidade, mas também para aqueles que não querem trabalhar, pois cansa e envelhece....
A mim revolta-me a pacatez, o desinteresse, o baixar os braços perante as dificuldades, as conversas de café que sucedem mas a falta de iniciativa. Será que Fernando Pessoa tinha razão quando escreveu a Mensagem?
Quero acreditar que sim, porque entre ficar com este peso constante, saber que será a nossa geração pagará uma factura de algo que não consumiu e saber que estará nas nossa maos desenterrar os mortos, prefiro ter a imagem mental que nós seremos os vencedores.
Por muitas palavras que possam ser escritas, por muita rapidez que tecle, por muitas emoções que sejam libertadas, nada é suficiente até ao momento em que nos tratam no nosso país como trapos. Principalmente quando conheço casos de portugueses de sucesso no estrangeiro, querem trabalhar com portugueses licenciados e mestrados pois dizem que somos empenhados, lutadores e eficientes.
´
E os formadores e empresários das nossas empresas será que são retardados? Ou será que andam distraídos? Quero acreditar na segunda, porque como portuguesa quero dar o meu contributo ao meu país, mas se ele não me der uma oportunidade, que vou fazer eu? Eu e os milhares de licenciados e mestrados deste país que muitos sacrifícios fizeram, alguns de universidades privadas, que nunca deixaram de acreditar num sonho.
Estamos num túnel em forma de caleidoscópio e o pior é a ignorância das pessoas que continuam a "comer o que os outros lhes querem dar de comer". Não questionam porque muitas vezes não podem, são despedidos. Não era isto que chamavam PIDE? Vivemos claramente num sufoco e numa falta de liberdade. Dizem os entendidos que o objectivo através dos chips, aparelhos móveis, internet...sejamos controlados em tudo o que fazemos e dizemos Será isto arte? Arte é liberdade de expressão e nos além de mal, somos pacatos.
Bem, para já a liberdade não foi abrangida pelo IVA nem por outro qualquer imposto, porém sei que tenho pouco tempo para exprimir aquilo que sinto, se as proprias pessoas não mudarem a forma de encarar o mundo, o dia-a-dia e as pessoas.
Sonho com um mundo melhor e mais justo, não só porque sou nova, mas porque quero que esta parte de mim nunca morra. Acredito e quero acreditar , mas só vai ser possível quando trabalharmos e pensarmos como as formingas...em colónia.
Rosário Rodrigues
Fiz uma breve pesquisa na internet, nesta ferramenta dos novos tempos e que tanto nos facilita a vida, mas que ao mesmo tempo pela resposta que nos dá tantos sentimentos nos cria.
O meu neste momento é de raiva, raiva por estar a viver algo que não participei, algo que não concordo e nos dá uma factura para pagar da qual não tive nada a ver.
Diz-nos o dicionário de português que raiva (sentimento) é um sentimento de protesto, insegurança, timidez e frustação, contra alguém ou alguma coisa que se exterioriza quando o ego se sente ferido ou ameaçado.
É este mesmo o sentimento...Temos uma tradição no Porto de entre muitas, o cortejo académico, quando comecei a subir a Avenida dos Aliados e olhei para todos os carros, cartolas e bengalas pensei...para onde vai toda esta gente trabalhar. 5 anos de estudo para quem nunca tenha interrompido e depois o que vemos?
Vemos desemprego, falta de empenho dos jovens no seu proprio futuro (talvez simbolo da falta de motivação), empresas a fechar e um ministro a dizer que vamos aumentar impostos com a maior convicção e sorriso do mundo como se as coisas fossem faceis, e depois?
Bem, esse é o melhor...assaltos, aumento do carjacking, assaltos a talhos e supermercados (bem Saramago escreveu "Ensaio sobre a Cegueira" que à pouco tempo passou para filme). Será que é o filme será um deja-vu do futuro? Mas o melhor são os administradores e responsavéis das empresas que não reconhecem o nosso trabalho, alguns deputados que acham que ganham mal, que as "ajudas de custo" não chegam para as despesas que têm, mas será que chegam para as que não têm.
E as pessoas que recebem apoio para trabalhar nos cafés e pegar e pousar o copo de finos no balcão? Um trabalho árduo para todos aqueles que não trabalham porque não lhe é dada uma oportunidade, mas também para aqueles que não querem trabalhar, pois cansa e envelhece....
A mim revolta-me a pacatez, o desinteresse, o baixar os braços perante as dificuldades, as conversas de café que sucedem mas a falta de iniciativa. Será que Fernando Pessoa tinha razão quando escreveu a Mensagem?
Quero acreditar que sim, porque entre ficar com este peso constante, saber que será a nossa geração pagará uma factura de algo que não consumiu e saber que estará nas nossa maos desenterrar os mortos, prefiro ter a imagem mental que nós seremos os vencedores.
Por muitas palavras que possam ser escritas, por muita rapidez que tecle, por muitas emoções que sejam libertadas, nada é suficiente até ao momento em que nos tratam no nosso país como trapos. Principalmente quando conheço casos de portugueses de sucesso no estrangeiro, querem trabalhar com portugueses licenciados e mestrados pois dizem que somos empenhados, lutadores e eficientes.
´
E os formadores e empresários das nossas empresas será que são retardados? Ou será que andam distraídos? Quero acreditar na segunda, porque como portuguesa quero dar o meu contributo ao meu país, mas se ele não me der uma oportunidade, que vou fazer eu? Eu e os milhares de licenciados e mestrados deste país que muitos sacrifícios fizeram, alguns de universidades privadas, que nunca deixaram de acreditar num sonho.
Estamos num túnel em forma de caleidoscópio e o pior é a ignorância das pessoas que continuam a "comer o que os outros lhes querem dar de comer". Não questionam porque muitas vezes não podem, são despedidos. Não era isto que chamavam PIDE? Vivemos claramente num sufoco e numa falta de liberdade. Dizem os entendidos que o objectivo através dos chips, aparelhos móveis, internet...sejamos controlados em tudo o que fazemos e dizemos Será isto arte? Arte é liberdade de expressão e nos além de mal, somos pacatos.
Bem, para já a liberdade não foi abrangida pelo IVA nem por outro qualquer imposto, porém sei que tenho pouco tempo para exprimir aquilo que sinto, se as proprias pessoas não mudarem a forma de encarar o mundo, o dia-a-dia e as pessoas.
Sonho com um mundo melhor e mais justo, não só porque sou nova, mas porque quero que esta parte de mim nunca morra. Acredito e quero acreditar , mas só vai ser possível quando trabalharmos e pensarmos como as formingas...em colónia.
Rosário Rodrigues
terça-feira, 25 de maio de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
ASSÉDIO SEXUAL NO TRABALHO
Há realidades que só devem de existir quando existe consentimento. Se és vítima, amigo(a) da vítima, ou conheces algum caso DENÚNCIA.
Passamos a maior parte da nossa vida a trabalhar, devemos estar mal? NÃO BASTA!
Contra o assédio sexual não se deve meter a colher mas sim o faqueiro!!!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
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